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Desacelarar: o Slow Living como retorno a si mesmo e ao que verdadeiramente importa.

Atualizado: 29 de mar. de 2021

Reconectar-se ao mundo, descobrir propósitos, respeitar a si mesmo e aos outros pode ser um desejo comum entre todos nós. O Slow Living nos mostra os passos iniciais e nos influencia ambientalmente, economicamente, culturalmente e socialmente.


Viver conscientemente ou de forma automática, quais são os resultados?


Culturalmente, misturamos os diferentes significados do que significa o bem-estar, a supervalorização da produtividade e o desacelerar com a perda de oportunidades. Mas como isso se desenvolveu e nos afeta de formas mais profundas? As décadas passam e com elas pequenas modificações são realizadas na forma que nos relacionamos com o mundo, nossa presença em sociedade e construção de identidades. Os últimos anos foram de intensa valorização do consumo imediato e em larga escola, limitação dos dias em pequenas tarefas e momentos de prazeres e realização substituídos por consumo e demais aspectos apreciados para a demanda capital. Mas assim como todo extremo, ele pede por reequilíbrio e revisão dos valores pessoais de cada um de nós. Podemos dizer que esse desejo de reestabelecer o bem-estar e respeito como direito e não privilégio presente no slow fashion já era observado há anos atrás e ganhou grande impulso com o slow food, pelo ativista Carlos Petrini, na Itália, em protesto ao fast food que impactava em produtos locais, saúde pública e exploração do ciclo natural da produção de alimentos orgânicos, assim como slow medicine (medicina) e slow cities (urbanização). Enquanto viver de forma automática pode ser prejudicial e interligada com pensamentos sabotadores e destrutivos, assim como desencadear transtornos de ansiedade generalizada, o slow fashion se apresenta como uma oportunidade de estar consciente e aberto para novas oportunidades e melhor gerenciamento de rotina, pensamentos, comportamentos e crenças, com atenção ampla em si, no outro, nos seres e na natureza.


Revolução cultural por mais leveza, equilíbrio e consciência, para todos.


Que tal começar a dar os primeiros passos do slow living? Lembre-se que não há restrições ou limitações, faça tudo respeitando seu ritmo e possibilidades para o agora.


Valorize a pausa!


Preste atenção no presente, valorizando intervalos de descansos e estabelecendo horários para cada atividade, inclusive do lazer. Assim, é possível demarcar o momento atual com mais consciência, conhecendo seus pensamentos, desejos, expressões e necessidaes de mudanças. Não se preocupe, tudo bem não estar disponível sempre e produtividade também tem a ver com estar saudável físico e mentalmente.


Esteja presente, verdadeiramente, no universo.


Conecte-se com princípios que estimulem o sendo de coletividade e interconexão entre tudo aquilo que existe no mundo. Incentive a preservação da vida e sustentabilidade em todos os campos: cultural, social, econômico e ambiental. Isso significa consumir de forma consciente, incentivar o desenvolvimento de minorias, agir empaticamente e priorizar desenvolvimentos pequenos e locais, ao invés do consumo imediatista, exploratório e em massa.


Enxergue responsabilidades e também celebrações!


Pense verdadeiramente sobre seu papel no mundo, aspirações e tudo aquilo que percebe que deseja alterar. Enxergue-se como parte essencial dessa mudança, e celebre cada pequena conquista, muito mais do que os medos de mudança atuais.



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